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Bacia de Santos

7 curiosidades sobre os animais encontrados pelo PMP-BS


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São mais de 1.500km de costa monitorados pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e muitas histórias para contar: de baleias enormes até aves bem pequeninas, espécies que não costumam frequentar o litoral monitorado, mas de vez em quando aparecem, e até um biguá branco.

Confira uma lista de sete curiosidades já registradas pelo PMP-BS:

1 – Biguá de cor clara

Em abril de 2021, as equipes do PMP-BS encontraram um indivíduo adulto de Biguá (Phalacrocorax brasilianus) com mutação genética de leucismo, uma alteração muito rara. Infelizmente, ele foi encontrado morto na Praia do Recôncavo, na Baía de Sepetiba (município do Rio de Janeiro) com uma luxação exposta na asa direita.

O leucismo é uma mutação genética que causa falta de melanina na maior parte do corpo, com exceção dos olhos, fazendo com que o animal tenha cor clara. Este biguá apresentava penas que variavam do bege ao acinzentado e bico amarelo, diferente da maioria dos biguás, que são pretos.

2 – Pardelão-prateado tem apenas 24 registros pelo PMP-BS, sendo 2 deles em Angra dos Reis – RJ

O pardelão-prateado (Fulmarus glacialoides) é uma ave pouco avistada no Brasil, tendo sido encontrada duas vezes no Rio de Janeiro pelo PMP-BS, em Angra dos Reis. Esta espécie é encontrada em abundância ao redor da Antártida, e regiões sul dos Oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, e se alimenta principalmente de pequenos crustáceos (krill), peixes e lulas.

No Oceano Atlântico Sul, os pardelões-prateados se reproduzem nas Ilhas Falkland (Malvinas) e Geórgias do Sul, sendo que jovens do podem chegar até regiões subtropicais, seguindo correntes frias como a das Malvinas, no Oceano Atlântico, e eventualmente são encontrados no sul e sudeste do Brasil.

3 – Jubartes são um dos maiores animais encontrados no litoral monitorado pelo PMP-BS

A baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) é uma espécie migratória, que chega a percorrer mais de 9.000 km. Frequenta a costa brasileira durantes os meses de inverno do hemisfério sul, onde se reproduzem, principalmente ao longo da costa dos estados do Espírito Santo e Bahia. Podem atingir até 16 metros de comprimento e pesar cerca de 40 toneladas.

Uma curiosidade sobre essa espécie é que utiliza diversas táticas para ter sucesso na obtenção de seu alimento, além de nadar entre os cardumes de presas, as baleias também tentam encurralá-los nadando em círculos a sua volta, e podem formar uma rede de bolhas para confundir e atacar grandes cardumes.

4 – O pequeno Alma-de-Mestre

A menor espécie marinha já registrada no litoral monitorado pelo PMP-BS foi o Alma-de-mestre (Oceanites oceanicus), também conhecida pelos nomes de painho-de-wilson e andorinha-das-tormentas. Ela tem no máximo 20 cm de comprimento total, podem atingir 25 gramas de peso e vive em regiões de alto mar.

Uma curiosidade sobre seu comportamento é que “sapateia” a superfície das águas do mar com os pés amarelados com intuito de atrair presas para a superfície. O Alma-de-Mestre possui este nome devido aos seus longos pios, que era atribuídos aos mestres ou capitães de navios que se perderam no mar.

5 – Bobo-Pequeno devolvido à natureza

Os bobos-pequenos (Puffinus puffinus) se reproduzem em ilhas do Atlântico Norte e migram para o Atlântico Sul no inverno do hemisfério norte, alcançando a costa brasileira entre setembro e março. Algumas aves não resistem à longa viagem e acabam chegando à nossa costa bastante debilitadas, muitas vezes vindo à óbito. Mas o PMP-BS já soltou 25 Puffinus após reabilitação.

6 – Fragatas: se caem no mar, se afogam!

Embora as fragatas (Fregata magnificens) habitem regiões costeiras e oceânicas, elas não têm gordura protetora em sua plumagem, o que faz com que sua plumagem não seja impermeável. Isso significa que, se por algum motivo elas caírem dentro da água, ficam encharcadas e se afogam.

Entretanto, são adaptadas ao extremo para voar e possuem esqueleto extremamente leve e cujo peso corresponde a apenas metade do peso das suas penas!

7 – Pinguins de Magalhães: espécie com maior número de registros de animais vivos no PMP-BS

Os pinguins geralmente são associados ao continente Antártico, mas há espécies que ocorrem nos continentes do hemisfério sul, como o pinguim-azul (Eudyptula minor) e várias espécies na Austrália e Nova Zelândia, o pinguim-africano (Spheniscus demersus) na África-do-Sul e os pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), que ocorrem no Chile, Argentina e Ilhas Falkland (Malvinas), mas vem com frequência ao Uruguai, sul e sudeste do Brasil e até ao Peru.

O PMP-BS já registrou 1.770 pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus) vivos desde o início do projeto.

Saiba mais sobre o PMP-BS

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos abrange os municípios litorâneos dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e do Rio de Janeiro (de Paraty até Saquarema). A extensa área a ser monitorada (mais de 1.500 km de costa) pelo PMP-BS é dividida em Área SC/PR (execução coordenada pela Univali), Área SP (execução coordenada pela empresa Mineral) e Área RJ (execução coordenada pela empresa Econservation).

O projeto, executado pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, é uma ferramenta para a gestão ambiental das atividades da companhia e entrega um resultado importante para a conservação das espécies marinhas.

A população pode participar, acionando as equipes ao avistar um animal marinho vivo ou morto, pelos telefones:

PMP Área SC/PR e Área SP – 0800 642-3341

PMP Área RJ – 0800 999-5151

 

 

 

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